Uma atividade prática sobre acessibilidade no transporte coletivo foi realizada nesta terça-feira (3), em Manaus, para motoristas e cobradores da empresa Vega Transportes. A ação integrou o programa Escola de Transporte Inclusivo, desenvolvido pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), e reuniu aproximadamente 30 operadores.
Durante o treinamento, os profissionais participaram de uma simulação da descida de uma pessoa cadeirante pela rampa de acesso de um ônibus. A proposta foi aproximar os operadores de situações enfrentadas no dia a dia por idosos, pessoas com deficiência e pessoas com doenças ocultas durante as viagens.
Vivência durante a capacitação
Segundo a Prefeitura de Manaus, o programa utiliza experiências práticas para abordar o atendimento a passageiros com limitações de mobilidade. A capacitação busca trabalhar a percepção dos profissionais sobre as dificuldades relacionadas ao embarque, ao desembarque e à circulação no transporte coletivo.
Gilson Araújo, chefe da Divisão de Atendimento Social do IMMU, afirmou que a atividade pretende complementar as orientações profissionais com a vivência dos próprios operadores. “A nossa ideia não é só passar regras de trabalho, mas mudar a visão de quem está no ônibus todo dia. Quando o motorista ou o cobrador sente na pele as dificuldades de quem tem alguma limitação, ele percebe como a atitude dele faz a diferença na viagem do passageiro. Entender o lado do outro é o primeiro passo para um atendimento mais seguro e com mais respeito para todo mundo”, declarou.
O motorista Dênis dos Santos, que trabalha na função há 15 anos e atua como um dos orientadores da ação, disse que a experiência pode influenciar a rotina dos profissionais. De acordo com ele, a vivência permite que os participantes compreendam melhor as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e passem a prestar um atendimento mais cuidadoso.
“O programa ‘Escola de Transporte Inclusivo’ é muito importante para conscientizar os condutores, e os resultados positivos vêm logo após os treinamentos. Na etapa de vivência, eles vão sentir na pele o que a pessoa com deficiência sente, para se conscientizar ainda mais em um atendimento mais humano para a população de Manaus”, afirmou.
Avaliação de participante
Josiclei dos Anjos Rocha, motorista de ônibus de 43 anos, participou da atividade e avaliou a experiência como positiva. Ele relatou que a simulação reforçou a necessidade de atenção aos passageiros que enfrentam limitações de mobilidade.
“Dessa minha vivência hoje, eu tive uma grande experiência. A gente tem que ter mais empatia e tentar ajudar o próximo, porque eu vi que não é fácil. Temos que procurar fazer o nosso melhor e irei ajudar mais do que já faço hoje em dia”, disse.
A Escola de Transporte Inclusivo é apresentada pela Prefeitura de Manaus como uma iniciativa de qualificação dos operadores do sistema. A ação desta terça-feira foi voltada ao atendimento humanizado de idosos, pessoas com deficiência e pessoas com doenças ocultas no transporte coletivo.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







