Programa do Governo do Amazonas amplia abastecimento, esgotamento sanitário e drenagem urbana em Parintins.
O Governo do Amazonas, por meio do Programa de Saneamento Integrado (Prosai) e executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) da Sedurb, segue avançando nas obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). Nesta fase, o Prosai Parintins prevê investimentos de R$ 59,7 milhões em esgotamento sanitário, R$ 53,7 milhões em abastecimento de água e R$ 25,7 milhões em drenagem urbana.
Investimentos e objetivos
O programa tem como meta ampliar o sistema de água e implantar rede de esgoto na área de intervenção. De acordo com representantes da UGPE e da Sedurb, o conjunto de obras deve beneficiar cerca de 12 mil moradores e alcançar até 25% da área urbana do município.
Captação, reservação e qualidade da água
De acordo com o secretário da Sedurb, Júlio Langbeck, o Prosai está construindo quatro Centros de Reservação e Distribuição (CRDs) para ampliar a oferta e garantir a qualidade da água distribuída.
A captação será feita por meio de poços tubulares perfurados a uma profundidade mínima de 200 metros, utilizando água do aquífero Alter do Chão, segundo a Sedurb. “Após a captação, a água será encaminhada para reservatórios apoiados e elevados antes da distribuição. Cada CRD terá capacidade de armazenar 1,8 milhão de litros de água. Mesmo sendo água captada de poços profundos, o sistema também passará por um processo de cloração, para eliminar qualquer risco de contaminação e garantir a segurança da água distribuída à população”, explicou o secretário.
Rede de esgotamento e tratamento
O Prosai Parintins prevê a implantação de um sistema de esgotamento sanitário que inclui a construção de 34 quilômetros de redes coletoras de esgoto, quatro Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). De acordo com Júlio César, o projeto busca coletar e conduzir os efluentes de forma segura, realizando a captação intradomiciliar dos resíduos e direcionando-os para a rede instalada nas ruas até a estação de tratamento.
“Na estação, os efluentes passam por um processo biológico de tratamento, responsável por eliminar impurezas, separar resíduos sólidos e reduzir os níveis de poluição. Após o tratamento, a água retorna aos cursos d’água dentro de padrões ambientalmente aceitáveis”, informou Júlio César.
Drenagem urbana e uso correto
O sistema de drenagem urbana foi projetado exclusivamente para a coleta e condução das águas da chuva para os cursos d’água mais próximos. Segundo Júlio César, é comum a confusão entre drenagem e rede de esgoto, o que leva ao despejo de águas servidas e resíduos nas galerias pluviais. “Esse tipo de prática é inadequado, já que a drenagem não possui tratamento e a água segue diretamente para rios e igarapés”, ressaltou.
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