Projeto que monitorou níveis de água e criou sistema de alerta coletivo com alunos do ensino fundamental vence prêmio e segue para a Bett UK.
O projeto Observatório da Estiagem, desenvolvido pela professora de Geografia Thaini Alves na Escola Municipal São João do Tupé, em Manaus, venceu a categoria “Inclusão e Sustentabilidade na Educação” na 3ª edição do Prêmio Educador Transformador, nesta quarta-feira, 6/5, no Expo Center Norte, em São Paulo, e garantiu vaga para a etapa internacional em janeiro de 2027, em Londres, na Inglaterra.
Reconhecimento e representação
A vitória coloca em evidência a educação pública coordenada pela Semed e destaca iniciativas amazônicas no debate sobre inovação educacional. Atualmente, Thaini Alves integra a equipe de formadores da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) e acompanha cada fase da premiação.
“Estou muito feliz com esse reconhecimento. Realizada por conseguir guiar o olhar dos estudantes em relação aos seus territórios e seus futuros. Espero, agora na DDPM, plantar muitas sementes junto com os colegas sobre a importância dos nossos projetos amazônicos mundo afora e mostrar, em Londres, o potencial da nossa educação e da ciência produzida na Amazônia”, destacou a educadora.
Sobre a premiação
O Prêmio Educador Transformador é uma iniciativa do Sebrae, Bett Brasil e Instituto Significare que reconhece projetos educacionais que promovem transformação social e educação empreendedora. Em sua terceira edição, a premiação estruturou uma jornada de desenvolvimento com uso de inteligência artificial e metodologias voltadas à solução de desafios reais da educação.
A etapa internacional oferece participação na Bett UK, considerada a maior feira de tecnologia e inovação educacional do mundo. Apenas os primeiros colocados de cada categoria na etapa nacional garantem o pacote completo para essa imersão em Londres.
Sobre o projeto
O Observatório da Estiagem foi desenvolvido em 2025 com alunos do 6º e 8º anos da Escola Municipal São João do Tupé, localizada em área fortemente impactada pelas secas históricas de 2023 e 2024.
Diante do isolamento de famílias e do rápido esvaziamento de poços, os estudantes participaram da construção de soluções: aprenderam eletrônica básica e criaram um sistema de monitoramento do nível da água com sensores ultrassônicos. Também desenvolveram tecnologias sociais com materiais recicláveis, como pluviômetros, réguas de nível e higrômetros.
Com os dados coletados, os próprios alunos organizaram informações em planilhas e produziram boletins diários, compartilhados com a comunidade por meio de aplicativo de mensagens, estabelecendo um sistema de alerta coletivo.
O projeto integra ciência, tecnologia e sustentabilidade e demonstra como a escola pode preparar estudantes para enfrentar desafios concretos do território onde vivem, agora com reconhecimento que ultrapassa fronteiras.
Texto – Emerson Santos/ Semed
Fotos – Divulgação / Semed
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