Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 registrou 260 mil pessoas em um único dia e 560 mil nos quatro primeiros dias.
O prefeito Renato Junior apresentou, na tarde desta terça-feira, 8/9, o balanço do “#Sou Manaus Passo a Paço 2026”, que registrou 260 mil pessoas em um único dia, na segunda, 7/9, e alcançou 560 mil participantes nos quatro primeiros dias de programação. Conforme o anúncio, embora as atrações musicais tenham sido encerradas, a programação cultural segue até 13 de setembro com apresentações locais, teatro, dança e circo.
Participação e organização
Segundo o prefeito, a operação envolveu servidores municipais e integrantes de diversas secretarias. Renato Junior agradeceu especificamente aos cerca de 320 trabalhadores que atuaram na limpeza e receberam pulseiras para participar do festival com suas famílias. “Quero agradecer a todos os secretários e secretárias que estiveram diretamente envolvidos e repassar a todos os servidores da Prefeitura de Manaus, que são gente que trabalha. Enquanto a população se divertia, todo o time da Prefeitura de Manaus estava aqui. Os garis que receberam a pulseira para estar aqui também com suas famílias. Isso é valorizar gente que trabalha”, afirmou o prefeito.
O diretor-presidente da Manauscult, Márcio Braz, informou que a programação do “#Sou Manaus” segue ao longo da próxima semana, em diferentes espaços culturais. Segundo Márcio, as atividades incluem ações na Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, teatro no Teatro ICBEU, exibição no Cine Manaus no CAM, atividades no Museu da Cidade e nova exposição no Centro Cultural Oscar Ramos pelo coletivo Funkeiros Cults.
Recursos públicos, economia e doações
A edição deste ano foi realizada com R$ 15 milhões em recursos públicos, após a Prefeitura reduzir em R$ 10 milhões a previsão inicial de R$ 25 milhões. De acordo com o prefeito, a economia possibilitou o envio de uma mensagem à Câmara Municipal de Manaus para buscar autorização para direcionar o valor a ações de assistência às famílias ribeirinhas afetadas pela baixa dos rios.
O balanço também aponta arrecadação por meio da troca de pulseiras: foram recolhidas 80 toneladas de alimentos não perecíveis, que serão destinadas a famílias que necessitam de apoio. “Isso é justiça social: permitir que o filho da periferia, que mora no ramal, possa ter acesso a um festival com padrão internacional, mas que respeita a nossa origem local”, declarou Renato Junior.
O evento movimentou, segundo a Prefeitura, R$ 165 milhões na economia local, considerando impacto sobre comércio, bares, serviços, táxis, transporte por aplicativos, restaurantes e economia criativa. Do total, R$ 15 milhões correspondem ao investimento público na estrutura do evento, enquanto outros R$ 10 milhões foram destinados a ações para famílias afetadas pela estiagem.
Geração de emprego e logística
A realização do festival envolveu mais de 18 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com cerca de 4 mil trabalhadores da cultura e 4,8 mil artistas envolvidos na programação. A operação contou com a integração de órgãos e instituições no Centro de Cooperação da Cidade (CCC). Entre os municipais, participaram CCC, Manauscult, IMMU, Semseg, Semasc, Visa Manaus, Defesa Civil, Implurb, Semcom, Semacc, Semulsp, Semsa, DOTC, UGPM-E, Casa Militar, Conselho Tutelar e JIJ. Entre os estaduais, participaram SSP, PC-AM e CBMAM. Também houve participação do Judiciário, por meio do JIJI, e da iniciativa privada, com Âmbar Energia, segurança privada e bombeiros civis.
Renato Junior afirmou que marcas nacionais já procuraram a Prefeitura interessadas em participar das próximas edições e que a visibilidade do “#Sou Manaus” será ampliada. A gestão pretende, para 2027, atrair mais patrocinadores, ampliar a presença de artistas nacionais e manter a valorização da produção amazonense, reduzindo a dependência de recursos públicos. “Nós queremos mais artistas nacionais e locais contemplados e queremos, a cada ano que passa, buscar patrocínio para que possamos usar ainda menos recursos públicos para o festival. O ‘”#Sou Manaus”‘ não é gasto. Pelo contrário, o ‘”#Sou Manaus”‘ é investimento”, destacou o prefeito.
Texto – Alessandra Taveira/Semcom
Fotos – Divulgação/Semcom
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