Prefeitura e Semsa pedem atenção a quem frequenta áreas rurais e periurbanas diante do início do período sazonal da malária.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), emitiu alerta sobre o início do período sazonal da malária no município, recomendando atenção aos sintomas para quem frequenta balneários, sítios, igarapés e áreas periurbanas. Segundo a Semsa, a vazante dos rios favorece a formação de criadouros naturais do mosquito Anopheles, o que eleva o risco de transmissão. De janeiro até 30 de junho de 2026, Manaus já registrou cerca de 3.284 casos de malária.
Aumento esperado durante o período sazonal
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, afirmou que o fator ambiental contribui para o aumento da população do vetor e, consequentemente, para a elevação no número de casos. “Com o início do verão amazônico, muitas pessoas procuram áreas de lazer e permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito transmissor, principalmente ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção e estar atento aos sintomas da doença”, disse Marinélia.
Historicamente, entre os meses de junho e setembro — período considerado sazonal para a doença no município — observa-se um aumento médio de 52,3% nos casos quando comparado com o período de janeiro a maio. No ano passado, Manaus registrou 8.383 casos de malária; desse total, 3.341 foram diagnosticados entre junho e setembro.
Diagnóstico e tratamento
A Prefeitura disponibiliza o exame para diagnóstico da malária em 55 pontos de atendimento distribuídos nas zonas urbana e rural do município. A rede municipal conta com 38 pontos de diagnóstico na zona urbana e 17 na zona rural, incluindo a oferta de testes rápidos para detecção da doença.
“Os exames são simples e rápidos, permitindo que o resultado seja disponibilizado em poucos minutos e possibilitando o início imediato do tratamento, medida fundamental para a recuperação do paciente e para a interrupção da transmissão da doença”, informou Alciles Comape, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa.
Marinélia Ferreira acrescentou: “Com o diagnóstico precoce, é possível iniciar o tratamento imediatamente, interromper a cadeia de transmissão e reduzir o risco de complicações. A malária tem cura, mas pode evoluir para formas graves quando o tratamento não é iniciado em tempo oportuno ou quando o paciente interrompe o uso da medicação”.
Recomendações de prevenção
Para reduzir o risco de infecção, a Semsa recomenda medidas de proteção individual: uso de repelentes, roupas de mangas compridas e calças, especialmente durante atividades em áreas de mata, margens de rios, lagos e igarapés. Também orienta evitar exposição nos horários de maior atividade do mosquito, ao amanhecer e ao entardecer; manter portas e janelas com telas ou fechadas quando possível; e utilizar mosquiteiros ou cortinados durante o descanso e pernoite em áreas sujeitas à transmissão.
O alerta é direcionado principalmente às áreas com histórico de transmissão autóctone e às regiões de ocupação recente no perímetro periurbano das zonas Norte, Leste, Oeste e rural de Manaus, locais que apresentam condições favoráveis à proliferação do vetor e maior circulação de pessoas em períodos de lazer.
Ações de controle realizadas pela Semsa
Para o controle da doença, a Semsa mantém ações permanentes de vigilância e controle, ajustadas às características dos locais de transmissão. Entre as estratégias estão a instalação de mosquiteiros em imóveis de áreas endêmicas, o monitoramento de criadouros naturais às margens de rios, lagos e igarapés, e de criadouros artificiais como tanques de piscicultura, a busca ativa para diagnóstico precoce e a identificação de casos assintomáticos.
O município também realiza tratamento oportuno dos pacientes e ações de controle vetorial, incluindo a termonebulização espacial (fumacê) e a aplicação de biolarvicidas.
Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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