A Mostra de Filmes Amazonenses – Djalma Limongi Batista: Um Sonho Brasileiro teve abertura com a exibição de Brasa Adormecida no Cineteatro Guarany (11/03).
A mostra promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, começou na noite de quarta-feira (11/03) no Cineteatro Guarany, localizado na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, Centro, zona sul de Manaus. A programação gratuita reúne obras que marcaram a trajetória do diretor amazonense Djalma Limongi Batista e foi aberta com a exibição do longa Brasa Adormecida (1986).
Abertura e filme de estreia
O filme de abertura, Brasa Adormecida, é um drama de 1986 que narra a história de três primos inseparáveis cuja relação entra em conflito quando a jovem do trio decide se casar com um deles. O elenco inclui Maitê Proença, Edson Celulari, Paulo César Grande e Grande Otelo. A trilha sonora é assinada por Tom Jobim.
Realizada pelo Governo do Amazonas, a mostra segue até sábado (14/03) e tem como objetivo revisitar a filmografia do cineasta e ampliar o acesso do público a obras da cinematografia nacional.
Curadoria e legado
A curadoria é de Edith Limongi Batista, irmã do cineasta, que acompanhou a trajetória artística de Djalma Limongi Batista. Segundo Edith, muitos dos filmes do diretor dialogam com memórias e experiências vividas em Manaus. “Ele nasceu em Manaus e levou muito dessas memórias para o cinema. Muitas das histórias que ele conta nos filmes vêm da infância e da juventude vividas aqui, recriadas pela visão artística dele”, destacou a curadora.
De acordo com a curadoria, os filmes de Djalma Limongi Batista tiveram circulação em festivais e mostras, o que consolida sua contribuição ao cinema nacional. A realização do evento busca apresentar essas obras a novas gerações de espectadores.
Programação
Nesta quinta-feira (12/03), às 18h30, será exibido Bocage, o Triunfo do Amor (1997), com classificação indicativa de 16 anos. A sinopse apresenta Manuel Maria du Bocage percorrendo o mundo em busca de aventuras amorosas.
Na sexta-feira (13/03), às 18h30, será exibida Autovideografia, com classificação livre, que traz um registro documental no estilo de ensaio pessoal/autobiográfico sobre a trajetória do ator Walmor Chagas.
No sábado (14/03) está prevista a exibição de Asa Branca (1981), com classificação indicativa de 12 anos. O filme mostra a trajetória de um jogador de futebol de origem humilde, desde o início da carreira no interior de São Paulo até o sucesso em uma Copa do Mundo, e aborda sua adaptação a um novo universo marcado por dinheiro, relações e interesses diversos.
A mostra convida o público a conhecer ou revisitar obras representativas da produção do diretor, refletindo sobre o diálogo entre suas narrativas e as referências culturais e memórias que atravessaram sua trajetória artística.
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