Candidato ao Senado afirma que União não cumpre sua responsabilidade e destaca investimentos estaduais que levaram o Amazonas ao 5º lugar nacional em segurança pública
O candidato ao Senado pelo União Brasil, Wilson Lima cobrou, nesta quinta-feira, 10 de setembro, uma atuação efetiva do governo federal na proteção dos quase 4 mil quilômetros de fronteira do Amazonas. Ele afirmou que a ausência prolongada da União tem obrigado o Estado a assumir praticamente sozinho o combate ao narcotráfico e ao crime organizado em uma região estratégica para a segurança de todo o país.
“Há décadas o governo federal não cumpre a sua parte na guarnição das fronteiras. Só para você ter uma ideia, dos 15 mil quilômetros de fronteira do Brasil, quase um terço, aproximadamente 4 mil quilômetros, está aqui no estado do Amazonas. Sozinhas, as nossas polícias não conseguem carregar essa responsabilidade”, declarou Wilson Lima.
Segundo o candidato, o governo federal dispõe de efetivo e recursos para ampliar imediatamente a presença da Polícia Federal e das Forças Armadas na região. Para Wilson Lima, falta prioridade para enfrentar a entrada de drogas e armas que abastecem organizações criminosas no Amazonas e em outros estados.
“O governo federal deve fazer a parte dele, ter policiamento da Polícia Federal, ampliar a presença das Forças Armadas, seja Marinha, Aeronáutica ou Exército. Isso já é possível fazer com o efetivo que tem à disposição e com os recursos do próprio Ministério da Justiça, porque o Ministério tem condições para efetivamente fazer isso”, afirmou.
Wilson Lima destacou que, enquanto a União não cumpre integralmente sua responsabilidade, o Governo do Amazonas estruturou três Bases Arpão em pontos estratégicos das calhas dos rios Solimões e Negro. As unidades estão localizadas no Médio Solimões, entre Coari e Codajás; na foz do rio Branco, próximo à divisa com Roraima; e no Alto Solimões.
“São três grandes embarcações, com capacidade para ter até 100 homens embarcados, reunindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Força Nacional, ICMBio e Ibama. Só que quem arca com a responsabilidade, quem banca isso, é praticamente 100% o Governo do Estado do Amazonas”, ressaltou.
Além das bases fluviais, a gestão de Wilson Lima adquiriu 13 lanchas blindadas, armamento pesado, novas viaturas e equipamentos de inteligência para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Desde 2019, os investimentos estaduais em segurança pública ultrapassaram R$ 1,6 bilhão.
Para Wilson Lima, os avanços comprovam o resultado dos investimentos estaduais, mas não afastam a responsabilidade da União. No Senado, ele pretende defender a ampliação permanente do efetivo federal nas fronteiras e uma participação financeira maior do governo federal no combate ao narcotráfico na Amazônia.
“Quando a gente pressionou e apertou o tráfico e o crime organizado, o resultado foi imediato também na capital. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que o Amazonas reduziu indicadores importantes da criminalidade, como roubos, furtos e homicídios”, destacou Wilson Lima.
Entre 2024 e 2025, o número de mortes violentas no Amazonas caiu 32,5%, passando de 1.173 para 799 ocorrências. Os resultados também foram reconhecidos no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que colocou o Amazonas na quinta posição nacional no pilar de Segurança Pública e como o estado mais bem avaliado da Região Norte.