terça-feira, 3 de novembro de 2026
Amazonas

Na Aleam, debate sobre voto feminino destaca origem da conquista e limites da igualdade

Rozenha defendeu mais mulheres nos espaços de representação, enquanto Brena Dianná lembrou a mobilização pelo sufrágio e as restrições do reconhecimento obtido em 1932.
Na Aleam, debate sobre voto feminino destaca origem da conquista e limites da igualdade
Foto: Matheus Rodrigues / Aleam

A participação feminina na política foi discutida a partir da trajetória do direito ao voto e das barreiras que marcaram seu reconhecimento no Brasil durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada nesta terça-feira (3/11).

Representação nas instituições

O deputado Rozenha (PSD) defendeu a ampliação da presença das mulheres nos espaços de representação política. Ao abordar a conquista do sufrágio feminino na década de 1930, ele afirmou que a medida foi inicialmente motivada por interesses políticos da época, mas contribuiu para aumentar a participação feminina nas decisões eleitorais do país.

“Parlamento que tem mulher tem dignidade, tem justiça e, acima de tudo, tem coragem e sensibilidade”, declarou o parlamentar.

Na avaliação apresentada por Rozenha, a presença das mulheres no Parlamento está relacionada à ampliação da representação política e à ocupação dos espaços de decisão.

Mobilização pelo voto

A deputada Brena Dianná (UB) destacou o processo histórico de mobilização das mulheres pelo direito ao voto e defendeu a continuidade da busca por maior representatividade nas instituições públicas.

Ela citou 3 de novembro de 1930 como um momento importante da mobilização pelo sufrágio feminino no Brasil. Segundo a parlamentar, a conquista foi oficializada em 24 de fevereiro de 1932, com a instituição do Código Eleitoral, que reconheceu o direito das mulheres de votar.

Brena Dianná ressaltou que o voto, atualmente considerado um direito natural da cidadania, resultou de décadas de mobilização e do enfrentamento de barreiras sociais e políticas. A deputada também afirmou que o reconhecimento inicial não alcançou todas as mulheres brasileiras em condições de igualdade.

“Quando a gente vota, pensa que é algo tão normal, tão natural, que não lembra ou passa despercebido que muitas mulheres lutaram para que hoje tivéssemos esse direito”, afirmou.

Ao relacionar a memória da conquista à participação política atual, a deputada defendeu que o reconhecimento dos direitos políticos das mulheres seja acompanhado pela ampliação de sua presença nas instituições.

Fonte: ALEAM – Assembléia Legislativa.

Foto: Matheus Rodrigues / Aleam