A recuperação do Casarão de São Vicente, no Centro Histórico de Manaus, reúne nesta etapa serviços na fachada e a execução das estruturas que sustentarão a adaptação do imóvel. A intervenção inclui a recomposição de frisos, cimalhas e ornatos, a restauração de guarda-corpos metálicos e a construção de fundações com vigas, sapatas e pilares.
Segundo a Prefeitura de Manaus, o projeto prevê a transformação da edificação em um hub de inovação, tecnologia e empreendedorismo, com áreas destinadas também à realização de eventos. Os três pavimentos poderão funcionar de maneira integrada ou independente, conforme a configuração de uso.
Preservação da fachada
Os elementos decorativos da construção recebem moldes de acrílico produzidos pela equipe responsável pela obra. Os modelos reproduzem os desenhos existentes e orientam a aplicação da massa de cal e a recomposição das peças, com o objetivo de manter os detalhes originais do casarão.
A argamassa usada no reboco combina cal, areia e cimento, seguindo o traço técnico definido para a intervenção. A Prefeitura informa que a escolha dos materiais considera as características históricas do imóvel e as orientações técnicas dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio, entre eles o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A arquiteta Joyce Carvalho, que acompanha os trabalhos no canteiro, afirmou que a equipe busca preservar os elementos existentes. “Estamos recuperando e reabilitando o casarão e, ao mesmo tempo, preservando o que ele já tinha. Estamos mantendo o máximo possível dos elementos originais, principalmente os frisos e as cimalhas, tanto de alvenaria quanto de madeira”, disse.
Adaptação para novos usos
Além da recuperação da fachada, a obra contempla a execução das estruturas necessárias à adaptação da edificação e a recuperação dos guarda-corpos metálicos. O projeto arquitetônico é desenvolvido pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi).
De acordo com a proposta apresentada pela Prefeitura, os ambientes poderão receber desde encontros e atividades de trabalho até eventos de maior porte. A possibilidade de uso independente dos pavimentos deve permitir diferentes configurações para as atividades previstas no imóvel.
O vice-presidente do Implurb, Pedro Paulo Cordeiro, disse que a intervenção pretende preservar as características arquitetônicas originais e preparar o casarão para novas atividades. Segundo ele, a recuperação busca reintegrar o imóvel à dinâmica urbana do Centro Histórico.
Parceria e investimento
A obra tem investimento superior a R$ 14 milhões e é realizada pela Prefeitura de Manaus em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A recuperação do casarão integra o programa Nosso Centro, da Prefeitura de Manaus, que reúne intervenções em imóveis e espaços públicos da região. A iniciativa também inclui o mirante Lúcia Almeida, o largo de São Vicente, o píer turístico Manaus 355 e o Casarão Thiago de Mello.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus



