Prefeitura de Manaus lança edição 2027 do Bolsa Universidade com 19.930 bolsas e atendimento para candidatos sem acesso à internet.
O prefeito de Manaus, Renato Junior, lançou nesta quinta-feira, 10/9, a nova edição do Bolsa Universidade, que ofertará 19.930 bolsas de 50%, 75% e 100% para o ano de 2027. O programa, coordenado pela Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi), vinculada à Secretaria Municipal de Administração e Gestão (Semad), tem como objetivo ampliar o acesso ao ensino superior para pessoas de baixa renda por meio de parcerias com instituições privadas.
Como funciona e quem pode participar
As bolsas são viabilizadas por meio de convênios com instituições privadas de ensino superior que, em contrapartida a benefícios fiscais do município, disponibilizam percentuais de bolsas que podem chegar a 100%. Podem participar pessoas com renda familiar de até um salário mínimo e meio, segundo os critérios do programa.
Uma vez contemplado, o estudante precisa cumprir regras de permanência, que incluem frequência, desempenho acadêmico e demais exigências previstas para manter o benefício até a conclusão do curso.
Quase 20 mil oportunidades
Para 2027, são oferecidas 19.930 bolsas distribuídas entre cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogo. Desde 2021, mais de 240 mil bolsas foram disponibilizadas, conforme a direção da Espi. A nova edição incorpora instituições e amplia a oferta de cursos, incluindo opções nas áreas de gastronomia e moda.
A Espi também prevê atendimento para candidatos com dificuldades de acesso à internet. Serão disponibilizados três pontos de atendimento para auxiliar no processo de inscrição eletrônica.
Depoimentos
Entre os participantes do lançamento, a estudante Zuliane Maciel, de 34 anos, moradora do bairro Zumbi dos Palmares, zona Leste, relatou que foi contemplada com bolsa integral em 2024 e destacou a importância do benefício para cursar enfermagem. “Para mim foi uma maravilha ter sido contemplada com 100%. A gente passa por dificuldades financeiras para pagar um curso até o final”, afirmou.
A diretora-geral da Espi, Carol Passos, disse que a proposta é ampliar o alcance do programa e permitir o acesso à graduação a pessoas de diferentes faixas etárias. O secretário municipal de Administração, Heliatan Botelho, afirmou que o público prioritário são pessoas de baixa renda que não conseguem arcar integralmente com os custos de uma graduação.
Da graduação para o mercado de trabalho
Durante o lançamento, o prefeito anunciou a intenção de discutir com a Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto para aproximar estudantes formados pelo Bolsa Universidade do mercado de trabalho. A proposta prevê que empresas terceirizadas que prestam serviços ao município possam destinar um percentual de vagas a egressos do programa.
A ideia, segundo o prefeito, surgiu após ouvir relatos de bolsistas durante a cerimônia. A proposta ainda deverá ser construída em conjunto pelo Executivo e pelo Legislativo municipal antes de eventual envio de projeto de lei à CMM.
A bolsista Zuliane avaliou positivamente a iniciativa e apontou que muitos recém-formados enfrentam dificuldades por falta de experiência profissional. “Com essa oportunidade, a gente já teria outra possibilidade de crescer profissionalmente e sair da graduação para o mercado de trabalho”, disse.
Inscrições e critérios
Após o lançamento oficial, os interessados poderão consultar o edital e realizar a inscrição diretamente pelo Portal do Candidato da Espi, no endereço sgbu.manaus.am.gov.br/inscrição. As inscrições abrem na próxima segunda-feira, 14/9, e seguem até o dia 24/9.
Os critérios básicos para ingressar no programa são ser residente em Manaus, ter renda familiar de até 1,5 salário mínimo, ter concluído o ensino médio e não possuir diploma de curso superior.
Ao encerrar o lançamento, Renato Junior reforçou que a política pública é uma forma de ampliar oportunidades para milhares de famílias. “Isso aqui não tem partido político, ideologia ou sigla partidária. Isso é meu dever como prefeito. Não é favor. É minha obrigação. Se eu puder mudar a vida de uma família, de duas, de três, de cem, e principalmente de 20 mil famílias por ano, por intermédio do estudo, já vale a pena”, concluiu.
Texto – Alessandra Taveira/Semcom
Fotos – Carlos Oliveira e João Viana/Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjD4DKc
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