Espetáculo integrou programação comemorativa pelos 25 anos da companhia no Teatro da Instalação


O Balé Folclórico do Amazonas apresentou, na noite de sexta-feira (08/05), no Teatro da Instalação, o espetáculo “I Kama Iaba”, com concepção coreográfica de Remilton Souza. A montagem integrou a programação comemorativa pelos 25 anos da companhia e levou ao palco uma releitura contemporânea das lendas das Icamiabas e do Muiraquitã.
Com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a apresentação reuniu o público em torno de uma proposta cênica inspirada na força feminina ancestral da Amazônia, construindo uma narrativa marcada por elementos ligados à memória, espiritualidade e relação com a floresta e os rios.
A obra também propõe reflexões sobre resistência e permanência cultural em uma Amazônia contemporânea, utilizando a dança como linguagem para traduzir aspectos da identidade regional e da ancestralidade feminina. Em cena, mulheres caboclas atravessam símbolos e heranças culturais conectadas ao imaginário amazônico.
Coreógrafo do espetáculo, Remilton Souza destacou que a criação busca resgatar elementos simbólicos ligados à mulher amazônica. “A obra fala muito dessa mulher amazônica, trazendo força, cura, magia e amor como herança passada entre gerações. É um sentimento de permanência daquilo que precisa continuar existindo”, afirmou.
O espetáculo reuniu dança, pesquisa cultural e referências simbólicas da região em uma proposta construída especialmente para a temporada comemorativa da companhia.


Segundo a diretora artística do Balé Folclórico do Amazonas, Monique Andrade, o espetáculo também representa o fortalecimento de novos processos criativos dentro da companhia. “Esse trabalho surgiu a partir do nosso Ateliê de Pesquisas Coreográficas, que abriu espaço para que bailarinos também desenvolvessem trabalhos como coreógrafos. Hoje o espetáculo passa a integrar o repertório da companhia”, explicou.
Ao longo de 25 anos de trajetória, o Balé Folclórico do Amazonas consolidou-se como uma das referências da dança cênica no estado, desenvolvendo trabalhos ligados às manifestações populares e às identidades culturais amazônicas.