Projeto no Centro Histórico transformará a biodiversidade dos rios em experiência educativa e turística.
Diretores do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e consultores nacionais se reuniram nesta quinta-feira (13/8) na sede do órgão, em Manaus, para tratar das especificações técnicas, equipamentos e processos do Aquário de Manaus. O encontro abordou desde a execução da obra até sistemas de tratamento de água, recintos de exposição, bem-estar dos animais e serviços de manutenção.
Consultoria e objetivos
A proposta do projeto, desenvolvido pelo Implurb, é permitir que o visitante não apenas veja as espécies, mas compreenda o ambiente em que elas vivem. Segundo o biólogo André Beto, da empresa Atol, que atua há 27 anos com aquarismo e consultoria, o empreendimento oferece oportunidade rara de aproximar o público de um universo de difícil acesso.
‘É poder explorar de maneira educativa e também com pesquisa e conservação um empreendimento como um aquário de visitação pública, onde as pessoas vão ter a oportunidade de conhecer as espécies e o seu modo de vida subaquático, que é um ambiente às vezes bem difícil de se acessar’, explicou André Beto.
Tríade: entretenimento, educação e conservação
Para o especialista, a força do equipamento está na capacidade de transformar conhecimento em experiência. Ele destacou que um aquário precisa cumprir três pilares: entretenimento, educação e conservação. ‘Ele precisa entregar esses três pilares para a sociedade’, afirmou Beto.
O diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, disse que o que está sendo projetado e será construído na gestão do prefeito Renato Junior é inédito para a cidade. ‘Vai ser fantástico para o nosso turismo, para a nossa cultura e para o nosso Centro’, declarou Peixoto.
Localização e estrutura
O equipamento será instalado no Centro Histórico, no quarteirão formado pela avenida 7 de Setembro e a rua Visconde de Mauá, próximo ao mirante Lúcia Almeida e ao píer turístico Manaus 355. O projeto integra a segunda etapa do programa ‘Nosso Centro’ e foi pensado para fortalecer um eixo de turismo, cultura, lazer e convivência na região.
Distribuído em 4 pavimentos, o plano prevê aquários temáticos, espaço multiuso, lojas, áreas gastronômicas, setor técnico de biologia e manutenção dos tanques e um rooftop panorâmico. A arquitetura aproveita o desnível de aproximadamente quatro metros entre a avenida 7 de Setembro e a rua Visconde de Mauá para integrar o edifício à paisagem urbana.
A implantação do aquário reforça uma estratégia mais ampla de requalificação do Centro Histórico. O equipamento se conecta a intervenções já entregues ou em desenvolvimento na região, criando um percurso turístico que reúne patrimônio, paisagem, gastronomia e novas experiências.
Experiência amazônica para o visitante
O percurso foi concebido para que o público possa entrar em contato com os rios, atravessar uma experiência sensorial pela floresta, descobrir espécies amazônicas e aprender sobre conservação. Ao final, o visitante terá visão sobre a cidade e sobre o rio que margeia Manaus, fechando a circulação entre experiência, identidade e território.
Peixoto afirmou que o aquário nasce com uma identidade própria da Amazônia e tem como objetivo não apenas mostrar peixes, mas contar a história dos rios, da floresta e da biodiversidade local. Enquanto muitos aquários apresentam oceanos, Manaus pretende abrir uma janela para o que a Amazônia guarda debaixo das águas.
Texto – Cláudia do Valle / Implurb
Fotos – Maxwell Oliveira / Implurb
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