segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Amazonas

Além da vacinação, Amazonas mantém vigilância contra o sarampo desde fevereiro

FVS-RCP informa que o trabalho inclui qualificação de equipes, monitoramento de eventos e ações em quatro municípios da tríplice fronteira, com vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos.
Além da vacinação, Amazonas mantém vigilância contra o sarampo desde fevereiro
Foto: Divulgação/FVS-RCP

A prevenção ao sarampo no Amazonas envolve, além da vacinação, medidas de vigilância e preparação das equipes de saúde. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), as ações são realizadas desde fevereiro e incluem qualificação profissional, monitoramento da doença e atividades de comunicação de risco.

A mobilização ocorre em Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença, municípios da região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A estratégia de vacinação contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, após a identificação de casos na área.

Vacinação em diferentes locais

Além das unidades básicas de saúde, as equipes realizam visitas casa a casa e promovem ações em escolas, feiras, portos e estabelecimentos comerciais. Também está previsto um Dia D para 7 de novembro, um sábado, com a finalidade de facilitar o acesso de pessoas que não conseguem comparecer aos postos durante o horário comercial.

O trabalho é executado pelas Secretarias Municipais de Saúde, com articulação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e da Casa de Saúde Indígena (Casai). A FVS-RCP informou que a vacinação indiscriminada foi definida pelo Ministério da Saúde.

Casos e preparação das equipes

Entre 1º de setembro e 26 de outubro, foram confirmados 21 casos de sarampo no Amazonas. Os registros envolvem pessoas de nacionalidades peruana e brasileira, incluindo indígenas.

De acordo com a FVS-RCP, as ações de vigilância também incluem alinhamento técnico e qualificação de profissionais dos municípios, treinamento da rede laboratorial, monitoramento durante eventos de massa e divulgação semanal de informes epidemiológicos.

A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, afirmou que o órgão apoia os municípios na mobilização das equipes e na capacidade técnica. O diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, disse que a vacina está disponível nas unidades básicas de saúde e destacou a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/FVS-RCP