domingo, 1 de novembro de 2026
Amazonas

Monitoramento da estiagem orienta fiscalização e atendimento em municípios do Amazonas

Boletim estadual informa que 47 cidades estão em emergência, 15 em alerta e 146.425 famílias foram afetadas; Parintins teve a pior classificação da qualidade do ar.
Monitoramento da estiagem orienta fiscalização e atendimento em municípios do Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

O monitoramento da estiagem no Amazonas reúne dados sobre a qualidade do ar, a situação de emergência dos municípios e as ações de atendimento à população. Segundo boletim divulgado pelo Governo do Amazonas, 47 municípios estão em emergência e 15 permanecem em alerta. A Defesa Civil informa que 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre.

Na avaliação da qualidade do ar feita na manhã de sábado (31/10), Parintins apresentou a pior classificação, considerada péssima. Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves tiveram resultado muito ruim. Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba foram classificados na faixa ruim.

Distribuição de donativos

O Governo do Amazonas informou que enviou, em 27 de outubro, mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios devem receber 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.

Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 passou a alcançar 15 municípios. O balanço estadual registra 4.800 cestas básicas, aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. A continuidade das ações está condicionada ao monitoramento das condições hidrológicas e às demandas municipais.

Combate aos incêndios

Entre 1º de junho e 30 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.927 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, foram combatidos 24.414 focos em todo o estado, sendo 4.748 na capital e 19.666 no interior.

As operações envolvem cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, e contam com 18 aeronaves — 16 federais e duas estaduais. O Estado também informou a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas e equipamentos multimissão.

A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde desenvolve ações em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Segundo o Governo do Amazonas, podem ser aplicadas multas e embargos em casos de infração.

Como medida preventiva, decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias, ressalvadas as exceções previstas em lei, e estabeleceram situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios e em todo o estado devido à estiagem.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom