domingo, 1 de novembro de 2026
Cotidiano

Ação de reintegração retira estrutura de área apontada como passagem e córrego em Manaus

Operação ocorreu no Conjunto Beija-Flor após moradores questionarem a ocupação do terreno, intervenções realizadas no local e a documentação da obra.
Ação de reintegração retira estrutura de área apontada como passagem e córrego em Manaus
Foto distribuída pela Portal Tucumã

Uma ação de reintegração de posse retirou, na manhã desta sexta-feira (30), uma estrutura de madeira instalada em uma área do Conjunto Beija-Flor, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. A operação ocorreu na rua Professora Heloísa Monteiro.

Moradores afirmam que o terreno deveria integrar a passagem de uma via pública e abranger uma área de córrego. Segundo relatos da comunidade, a ocupação começou há cerca de três meses. Nesse período, houve retirada de vegetação, movimentação de terra e montagem da estrutura.

Questionamentos sobre a obra

O aposentado Luciano Cavalcante, de 65 anos, disse que os moradores procuraram órgãos municipais após identificarem as intervenções. De acordo com ele, uma placa informava que a obra teria acompanhamento de um engenheiro.

Os moradores afirmam que consultaram o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), mas não encontraram documentos que autorizassem a intervenção. Luciano também alegou que o documento apresentado pelo responsável seria falso e que a construção havia sido embargada pelo órgão. Ainda segundo o relato, os trabalhos teriam continuado em outra parte do terreno.

“Ontem a Implurb veio aqui, pediu para eles desocuparem o terreno. Eles não desocuparam e hoje a Implurb veio para nos ajudar a tirar eles daqui”, relatou.

Durante a entrevista, o morador apontou Roberto Carlos como suposto responsável pela ocupação. Ele também mencionou possíveis tentativas de ligação irregular de energia elétrica e disse que outras pessoas, incluindo uma mulher e crianças, teriam sido instaladas no local.

Até a publicação da notícia, o homem citado pelos moradores não havia se manifestado. Também não foram apresentados documentos que esclarecessem a situação jurídica da área ou confirmassem eventuais irregularidades ambientais.

Fonte: Portal Tucumã.

Foto distribuída pela Portal Tucumã