Evento em Parintins reúne pesquisadores e estudantes para socialização de técnicas e métodos aplicados em pesquisas de campo.
Em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), ocorre de 25 de maio a 6 de junho o 2º Workshop de Arqueologia Amazônica, com o tema ‘Socialização de Técnicas e Métodos Aplicados nas Pesquisas em Campo’. O evento é apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e reúne pesquisadores, acadêmicos e a comunidade em atividades presenciais, incluindo ações em sítio arqueológico no centro da cidade.
Objetivos e público-alvo
O encontro visa promover diálogos e a socialização de técnicas e métodos usados em pesquisas arqueológicas realizadas e em andamento na região amazônica. Conforme a organização, o workshop contribui para a formação dos acadêmicos do Bacharelado em Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e é aberto também a estudantes de cursos afins, professores, pesquisadores, escolas da educação básica e à comunidade geral de Parintins. A estimativa é de 150 a 200 participantes.
Programação
Rodas de diálogo e minicursos terão como eixo central “Métodos e Técnicas em Pesquisas no Campo da Arqueologia”. Serão abordados estudos em áreas de reserva sustentável na Amazônia, arqueobotânica, sítios com cerâmica Kondury e arqueologia funerária na região amazônica. As atividades incluem intervenções diretamente em um sítio arqueológico situado no centro de Parintins, onde os participantes poderão observar e testar procedimentos de campo.
Participação de pesquisadores
Entre os convidados confirmados estão pesquisadores da arqueologia e das pesquisas amazônicas, como Eduardo Góes Neves, coordenador do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/USP), que desenvolve estudos na região desde a década de 1980 e participou da elaboração do primeiro curso de Arqueologia ofertado pela UEA.
Também estão na programação Anne Py-Daniel (Universidade Federal do Oeste do Pará), com atuação em arqueologia funerária; Eduardo Kazuo Tamanaha (Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá), com trabalhos em áreas de reserva sustentável; Laura Furquim (pós-doutoranda do MAE/USP), na área de arqueobotânica; Helena Lima (Museu Paraense Emílio Goeldi); Marcony Alves (pós-doutorando do MAE/USP), especialista em estudos de cerâmica Kondury; e Carlos Augusto da Silva, arqueólogo aposentado da UFAM.
A coordenadora do evento, Clarice Bianchezzi, doutora em antropologia da UEA, afirmou: “Espera-se, com esse evento, maior mobilização social em torno do tema do patrimônio arqueológico, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, produzindo reflexões capazes de conjugar a reflexão acadêmica e as demandas dos coletivos humanos locais.” Ela destacou ainda a oportunidade para que acadêmicos vejam, testem e tirem dúvidas com pesquisadores diretamente no sítio arqueológico.
Apoio da Fapeam e o Parev
O apoio da Fapeam foi destacado pela organização como fundamental para a realização das atividades práticas e para o diálogo entre estudantes e pesquisadores. O Parev é uma ação da Fapeam que visa apoiar a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais, nas modalidades presencial, virtual ou híbrida, sediados no Amazonas, relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), tais como congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.
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