O operador de guindaste Antônio Benjamim foi conduzido na manhã desta segunda-feira (24), ao 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi autuado em flagrante por homicídio culposo após o acidente que resultou na morte do trabalhador Antônio Paulo Rodrigues de Souza, de 40 anos, durante a montagem da árvore de Natal do Largo São Sebastião, no domingo (23).
Imagens registraram o momento em que Antônio chega à delegacia acompanhado de policiais civis para prestar esclarecimentos. Pouco depois, o delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, confirmou que o operador foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo o delegado, o flagrante foi formalizado ainda no domingo e os procedimentos foram concluídos nesta segunda-feira. “Por volta das 14h20, finalizamos a parte burocrática para encaminhá-lo à audiência de custódia”, afirmou Martins.
Operador estava afastado pelo INSS
A Polícia Civil apurou que Antônio Benjamim estava afastado de suas atividades profissionais e recebia auxílio-doença do INSS. Apesar disso, ele aceitou trabalhar. De acordo com o delegado, Antônio declarou que, mesmo afastado, acreditava estar apto ao serviço.
Ele relatou possuir problemas cardíacos, mas disse que se sentia “bem e disposto” para operar a máquina. Durante o depoimento, Antônio Benjamim declarou ter recebido R$ 300 pelo trabalho realizado no dia da tragédia.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a falta de comprovação das certificações obrigatórias para operar o equipamento. “Ele afirma ter as qualificações necessárias, mas até o momento não apresentou nenhum documento”, informou o delegado.
Martins destacou que operadores desse tipo de maquinário precisam possuir formações específicas e atualizadas por questões de segurança.
Empresa e auxiliar também são investigados
A investigação também busca localizar o auxiliar que estava no local no momento do acidente. Segundo o delegado, o trabalhador não se apresentou à delegacia e não foi encontrado pela equipe policial.
Além disso, as empresas responsáveis pelo serviço serão chamadas a prestar esclarecimentos. “Há procedimentos de engenharia e segurança que deveriam ter sido adotados e estamos verificando se foram cumpridos”, reforçou.
O caso segue sob investigação para apurar responsabilidades pelo tombamento do guindaste e pela morte de Antônio Paulo.