A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), divulgou, nesta quinta-feira, 23/4, os dados atualizados das operações de transbordo realizadas na orla do rio Negro. Somente nos três primeiros meses de 2026, mais de mil toneladas de resíduos sólidos foram retiradas do local, evidenciando o impacto do descarte irregular na capital.
Mesmo com a cobertura de 98,4% da coleta domiciliar na cidade, o descarte inadequado de resíduos ainda persiste e continua sendo um dos principais desafios para a limpeza urbana, com impacto direto sobre igarapés e o rio Negro.
As operações de transbordo realizadas neste ano já registraram volumes expressivos. O primeiro procedimento contabilizou 479,9 toneladas de resíduos. O segundo somou 320,7 toneladas. Já o terceiro transbordo, referente à coleta do mês de março, retirou 393,9 toneladas da orla.
“O trabalho é permanente, estruturado, e envolve uma grande operação todos os dias. Mesmo com a cidade praticamente toda atendida pela coleta regular, ainda enfrentamos o impacto do descarte irregular. Por isso, além da limpeza, é fundamental que a população faça a sua parte, utilizando corretamente os serviços disponíveis”, destaca o secretário da Semulsp, Sabá Reis.
O processo consiste na retirada do lixo acumulado nas margens e no espelho d’água com o uso de balsas. Em seguida, os resíduos são transferidos para caçambas no porto Trairi, na zona Oeste, e encaminhados ao aterro municipal.
A limpeza da orla é realizada diariamente, de forma ininterrupta, no trecho que vai da marina do Davi até a Ponta das Lajes. Nesta quinta-feira, as equipes voltaram a atuar na retirada de resíduos, reforçando o trabalho permanente executado desde 2021. Desde o início da operação contínua, já foram retiradas 25,8 mil toneladas de resíduos da orla. Somente em 2025, mais de duas mil toneladas foram recolhidas.
Operações
Além da limpeza direta na orla, a prefeitura mantém uma rede de 14 ecobarreiras instaladas em pontos estratégicos dos igarapés. Entre janeiro e março deste ano, essas estruturas foram responsáveis por reter aproximadamente 1.050 toneladas de resíduos, evitando que o material chegasse ao rio Negro.
Paralelamente, as equipes da Semulsp atuam de forma contínua na eliminação de pontos de descarte irregular espalhados pela cidade, conhecidos como “lixeiras viciadas”. Esses locais recebem limpeza frequente, mas voltam a ser impactados pelo descarte inadequado de resíduos, exigindo atuação permanente das equipes.
Durante o período chuvoso, o volume de resíduos tende a aumentar. As chuvas arrastam lixo descartado irregularmente em vias públicas para dentro dos igarapés, que funcionam como corredores naturais até o rio Negro.
A Prefeitura de Manaus reforça que o enfrentamento ao descarte irregular depende da colaboração da população. A cidade dispõe de coleta domiciliar regular, ecopontos e serviço de coleta agendada para grandes objetos, evitando o descarte em locais inadequados.

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Texto – Dora Tupinambá/Semulsp
Fotos – Divulgação/Semulsp