Prefeitura de Manaus realiza matriciamento para integrar Vigilância em Saúde à Atenção Primária nas USFs com horário ampliado.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou o matriciamento em Vigilância em Saúde em duas Unidades de Saúde da Família (USFs) que funcionam em horário ampliado. A ação envolve profissionais das USF Carmem Nicolau, no bairro Lago Azul, zona Norte, e da USF Maria Leonor Brilhante, no bairro Tancredo Neves, zona Leste. O treinamento em serviço sobre Notificação Compulsória e implantação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) ocorreu nos dias 22 e 23 de junho, coordenado pelo Núcleo de Controle de Doenças de Notificação Compulsória e Agravos Imunopreveníveis (Nuncai), com apoio da Divisão de Sistema de Informação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae).
Unidades e horários
A USF Carmem Nicolau atende diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados. A USF Maria Leonor Brilhante oferece atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, e aos sábados, das 7h às 11h. Essas duas unidades foram selecionadas inicialmente para o matriciamento por já constarem, na carta de serviços, com atendimento ampliado a agravos de vigilância.
Objetivos e metodologia
Segundo Sulamita Maria da Silva, chefe do Nuncai/Semsa, o objetivo do matriciamento é fortalecer a integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária, ampliando a capacidade das equipes para identificar, notificar, investigar, acompanhar e encerrar os casos de doenças, agravos e eventos de interesse para a saúde pública. “A estratégia de trabalho é baseada no apoio técnico-pedagógico e no trabalho compartilhado entre os profissionais das unidades e as equipes de Vigilância em Saúde. Mais do que uma capacitação pontual, o matriciamento prevê acompanhamento contínuo, discussão dos processos de trabalho, organização dos fluxos, análise das informações epidemiológicas e construção conjunta de soluções para os problemas identificados nos territórios atendidos pelas unidades”, explica Sulamita.
O conteúdo da primeira etapa destacou a importância da notificação compulsória, que é a comunicação feita por profissionais de saúde sobre suspeita ou confirmação de doenças e agravos, como esporotricose humana, atendimento antirrábico, doenças exantemáticas, tuberculose, hanseníase, toxoplasmose, leishmaniose e malária.
No treinamento, os profissionais receberam orientações para qualificar o reconhecimento das doenças e eventos que devem ser notificados, o correto preenchimento dos instrumentos, o cumprimento dos prazos e a organização do fluxo de comunicação com a Vigilância em Saúde. “Ao reconhecer e comunicar um caso suspeito em tempo oportuno, a equipe permite que sejam adotadas medidas de investigação, prevenção, controle e proteção da população”, afirma Sulamita.
Uso do Sinan Net
Para o uso do Sinan Net, Sulamita Silva aponta que as unidades poderão aprimorar o registro e o acompanhamento das notificações, contribuindo para maior agilidade, completude e qualidade dos dados. “O Sinan Net forma uma base utilizada pela gestão e pelas equipes de saúde para conhecer o perfil epidemiológico do território e orientar medidas de prevenção e controle”, informa.
Continuidade e metas
O matriciamento nas USFs Carmem Nicolau e Maria Leonor Brilhante terá continuidade com atividades educativas, acompanhamento técnico dos processos de trabalho, avaliação da qualidade dos registros e monitoramento dos resultados alcançados. De acordo com Sulamita Silva, uma das propostas é incorporar a Vigilância em Saúde à rotina das equipes, fortalecendo a capacidade de atuação da Atenção Primária e oferecendo respostas mais rápidas e adequadas às necessidades da população.
“A iniciativa também busca reduzir a fragmentação entre assistência e vigilância, melhorar a comunicação entre os setores e assegurar que as informações produzidas durante os atendimentos sejam utilizadas no planejamento das ações de saúde. Com isso, esperamos que haja a melhoria da qualidade e da oportunidade das notificações, a definição das responsabilidades dos profissionais e o fortalecimento da resposta das unidades diante de surtos, doenças e outros agravos”, informa Sulamita.
Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa
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