terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Ipaam autoriza instalação da usina municipal de carbonização de resíduos sólidos urbanos em Nhamundá

Ipaam autoriza instalação da usina municipal de carbonização de resíduos sólidos urbanos em Nhamundá
Ipaam autoriza instalação da usina municipal de carbonização de resíduos sólidos urbanos em Nhamundá
Licença autoriza tratamento térmico de resíduos não reaproveitáveis após a coleta seletiva e pode ser referência para outros municípios.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, Ipaam, concedeu a Licença de Instalação nº 054/2026 para a implantação da primeira Usina Municipal de Carbonização de Resíduos Sólidos Urbanos do Amazonas, em Nhamundá (a 383 km de Manaus). A autorização foi encaminhada para publicação no Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOE-AM) e permite implantar um sistema de tratamento térmico de resíduos dentro da sede urbana.

Licença e finalidade da usina

Segundo o documento, a usina terá como finalidade tratar termicamente apenas os resíduos que não forem passíveis de reaproveitamento após o processo de coleta seletiva, imposto na sede urbana e em comunidades da zona rural. A medida visa reduzir o volume de material que atualmente é transportado por balsa até a Serra do Matió, em Nhamundá.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirmou que o licenciamento demonstra compromisso com soluções compatíveis com as particularidades geográficas do estado. “Esse sistema oferece uma alternativa ambientalmente adequada para localidades que enfrentam restrições territoriais e dificuldades logísticas para a destinação final dos resíduos sólidos. A experiência de Nhamundá pode servir de referência para outros municípios com características semelhantes”, destacou.

A técnica ambiental da Gerência de Controle de Resíduos (GECR) do Ipaam, Mayara Barbosa Mota, explicou que a licença autoriza a fase de implantação da usina e detalhou o fluxo de tratamento: após a coleta seletiva, o material não reciclável será encaminhado à carbonização dentro da própria cidade.

“A usina permitirá que o resíduo sólido urbano seja tratado dentro da própria cidade. O material que não puder ser reciclado ou reutilizado será destinado à carbonização, reduzindo o volume transportado até a Serra do Matió e possibilitando o início da remediação ambiental da área atualmente utilizada como vazadouro”, afirmou Mayara.

Abrangência e modelo replicável

O responsável pela GECR, Edson Pinheiro, afirmou que o modelo integra a coleta seletiva à carbonização e alcança a sede urbana, comunidades rurais, áreas mais afastadas e terras indígenas, o que, segundo ele, aumenta a eficiência do sistema. “Se esse modelo der certo, o estado ganha, porque existem outros municípios com a mesma característica territorial, como Silves, Anamã, Codajás e Parintins, que também podem utilizar essa solução”, declarou.

A autorização detalha as obras e estruturas permitidas para a fase de implantação. A Licença de Instalação nº 054/2026 tem validade de um ano e autoriza a construção do galpão industrial e do prédio administrativo, além da implantação do sistema de drenagem e controle de águas pluviais, vias internas de acesso, instalações elétricas e demais estruturas de apoio. O documento também estabelece condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas durante a implantação.

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