Renan dos Santos Moraes foi sentenciado a mais de 30 anos de prisão em regime fechado por matar sua esposa, Luana Meirelles, de 28 anos, e sua ex-namorada, Ana Júlia Ribeiro, de 22, em Edéia, no sul de Goiás. O julgamento ocorreu na última terça-feira (2), e a defesa informou que recorrerá da decisão.
De acordo com o advogado Paulo Sérgio de Oliveira, apesar de respeitar a sentença, a equipe jurídica apresentará recurso de apelação ao Tribunal de Justiça de Goiás.
Como ocorreram os crimes
Segundo o delegado responsável pela investigação, Daniel Moura, Renan cometeu os homicídios usando uma espada de fabricação caseira, motivado por ciúmes. Luana foi morta dentro de casa, enquanto Ana Júlia, atingida após ser surpreendida em seu local de trabalho, chegou a ser internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, mas faleceu dois dias depois.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram Renan atacando Ana Júlia antes de fugir do local. Em outubro de 2024, ele foi formalmente indiciado por dois crimes de feminicídio triplamente qualificados e consumados.
Perfil do acusado e vítimas
Renan trabalhava com serviços gerais na Prefeitura de Edéia. O então prefeito da cidade repudiou o crime, classificando-o como inaceitável. Nas redes sociais, o acusado costumava compartilhar detalhes sobre o relacionamento com Luana e fotos relacionadas a hobbies pessoais, como customização de carros.
Familiares de Luana descreveram o relacionamento do casal como conturbado, marcado por ciúmes e chantagem emocional. Luana, natural de Caldas Novas, era mãe de três filhos de outro relacionamento e havia iniciado o curso de pedagogia, sem concluir.
Ana Júlia trabalhava como vendedora em Edéia e era conhecida pelo bom humor e pela simpatia com clientes, participando ativamente das ações de marketing da loja onde trabalhava.
O caso segue sendo referência nas investigações de violência doméstica e feminicídio na região, e a decisão judicial marca um passo importante para a responsabilização do autor.