Um homem de 35 anos, foi preso na última terça-feira (18), suspeito de tentar abusar sexualmente de duas irmãs, de 20 e 24 anos, no bairro Coroado, zona leste de Manaus. O fato ocorreu na madrugada do dia 11 de maio, e o indivíduo, que já cumpria pena por um abuso anterior, invadiu a casa das jovens enquanto elas dormiam.
De acordo com o delegado Marcos Arruda, do 11º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o suspeito entrou na residência pelo vão do aparelho de ar-condicionado. Uma das vítimas percebeu a presença do invasor e tentou fugir, mas foi agarrada pelos cabelos.
Ao ouvir o barulho, a segunda vítima acordou e partiu para cima do homem, em defesa da irmã. A reação das jovens e os gritos por ajuda alertaram os vizinhos, fazendo com que o suspeito fugisse do local antes da chegada do socorro.
“Elas conseguiram desvencilhar-se do agressor e pedir socorro à vizinhança. No entanto, após a chegada do socorro, o indivíduo já havia se evadido do local”, detalhou o delegado Arruda em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19).
Prisão e Confissão em Contraste
Durante seu depoimento, acompanhado por advogados, o suspeito confessou ter invadido o imóvel, mas negou a tentativa de abuso. Segundo sua versão, o objetivo era praticar um roubo ou furto, e ele alegou não saber que a casa estava habitada.
No entanto, as alegações são confrontadas diretamente pelo seu histórico criminal. Conforme apurado pela polícia durante a oitiva, o homem já havia sido condenado anteriormente pelo mesmo crime.
Ao apresentar o caso, o delegado foi enfático ao caracterizar a gravidade dos fatos.
“Nós estamos diante de um crime de caráter hediondo. Um crime que atenta contra a dignidade da mulher, contra a liberdade de escolha da mulher, e que assim é punido para que se afaste de uma vez por todas a ideia de que a mulher pode ser tratada como coisa ou como um mero objeto”, declarou.
A autoridade policial explicou que, após as investigações iniciais, foi constatada a prova da autoria e da materialidade do crime, o que levou a um pedido de prisão preventiva, posteriormente decretada pela Justiça.
O indivíduo cumpriu a determinação judicial e, após a prisão, foi colocado à disposição do Poder Judiciário.