Evento voltado à capacitação, atualização e discussão técnico-científica sobre leishmaniose e outras doenças negligenciadas.
O Governo do Amazonas, por meio da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), abriu, nesta sexta-feira (22/05), o 3º Seminário de Leishmaniose e outras Doenças Negligenciadas, reunindo mais de 100 participantes e 50 espectadores via sala virtual, com palestras e mesas redondas voltadas a profissionais e estudantes da área da saúde.
Parceiros e objetivo do evento
O seminário teve como objetivo a capacitação, a atualização e a discussão técnico-científica sobre temas relevantes para a saúde pública. Pesquisadores da Fuham participaram em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-AM) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Casos, monitoramento e controle
Na abertura, o diretor-presidente da Fuham, Carlos Chirano, destacou a variabilidade das doenças infecciosas e a necessidade de monitoramento contínuo. Segundo ele, sobre a hanseníase, “Nós ocupamos por muitos anos o 1º lugar no Brasil em diagnóstico da doença, hoje estamos em 18º”. Chirano afirmou que a tendência é de queda no controle da hanseníase.
Em relação à leishmaniose, ele lembrou que eram cerca de 2 mil casos em 2017 e que, com investigação, tratamento, controle, medicamentos e estudos mais efetivos, esse número passou para 500/600 casos investigados. Chirano ressaltou a importância de políticas públicas e de monitoramento para melhorar o controle e o tratamento.
Clima, esporotricose e estudos em debate
A diretora técnica da Fuham, Graça Barbosa Guerra, afirmou que a pauta incluiu a influência das mudanças climáticas com o “El Niño” e o surgimento da esporotricose. Conforme explicou, o médico Jorge Augusto Guerra, da FMT, abordou alterações climáticas e a incidência de leishmaniose, destacando mudanças no perfil de incidência, frequência e prevalência em anos recentes.
Os temas em destaque entre conferencistas e mesas redondas incluíram: micoses e a Pesquisa em Micologia Médica na Amazônia; esporotricose zoonótica e diagnósticos diferenciais.
Plateia e avaliação dos participantes
A plateia, formada por profissionais da saúde e estudantes de medicina, participou das discussões e fez perguntas aos palestrantes. A acadêmica de enfermagem Thalia Nayara Monteiro disse que a palestra sobre a diferença entre Leishmaniose e Esporotricose foi importante para o tratamento adequado e melhores resultados: “O nível das pesquisas é muito elevado, e o desenvolvimento de novos antibióticos para o tratamento dessas doenças”.
A estudante Aldenira Costa de Lima, do curso de Enfermagem, que atua como estagiária em hospital público, relatou a relevância das palestras para a atualização profissional e para o monitoramento e tratamento no serviço público: “São pesquisas bem feitas, com profissionais reconhecidos, e resultados bem atualizados que podemos aplicar no dia a dia de nossa profissão no serviço público”.
Periodicidade e alcance
O seminário de Leishmaniose e Doenças Negligenciadas é realizado anualmente no Amazonas e reúne estudos de ponta que despertam interesse internacional.
Fotos: Fuham/Divulgação
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